Como aprender a ter foco?

O método pomodoro adaptado

Publicado em 24/04/2020 por Luzia Kikuchi

O maior desafio no mundo moderno de hoje é ter foco. O excesso de informação que chega pelas redes sociais, aplicativos de comunicação e a própria funcionalidade de notificação dos smartphones nos “obrigam” a ficar o tempo todo conectados com tudo e com todos. Esperar e paciência são palavras cada vez menos presentes no nosso cotidiano.

Embora seja incontestável que os progressos tecnológicos na telefonia e informática tenham trazido imensos benefícios para o nosso cotidiano, tais facilidades têm deixado as pessoas cada vez mais estressadas e até angustiadas. Duvida? Lanço dois desafios para verificar seu nível de angústia:

  1. Ao receber uma notificação de algum aplicativo ou comunicador, consegue ficar por 5 minutos sem verificá-lo?
  2. Você tem 20 opções de ingredientes para montar o seu prato. Mas, tem apenas 2 segundos para escolher cada uma dessas opções. Consegue fazer isso com naturalidade, sem se estressar? 

Se conseguiu responder “sim” para as duas perguntas anteriores, parabéns, você tem potencial de ser uma pessoa extremamente focada e controlada, sendo capaz de controlar a sua ansiedade e até de tomar decisões objetivas, mesmo sob pressão.

Caso não tenha conseguido, não fique triste, pois esta que vos escreve também tem muita dificuldade para controlar esses impulsos e também transpira com a mesma tensão de “desarmar uma bomba”, ao montar um prato com 20 ingredientes, sabendo que tem uma fila de gente faminta atrás esperando para ser atendida. Mas, eu aprendi a lidar com esses problemas e aqui vou dar dicas de como resolvê-los.

  1.  Aprendendo a ter foco: método pomodoro.

O método ou a técnica pomodoro foi criada por Francesco Cirillo que trabalha como consultor de grandes empresas para aumentar o foco e produtividade de suas equipes.

Basicamente, a técnica consiste em dividir o tempo de uma tarefa em pequenos intervalos de 25 minutos e 5 minutos de descanso, medidos por meio de um cronômetro. Ao completar 4 ciclos de 25 minutos de trabalho, você tem direito a um descanso mais prolongado de 30 minutos, antes de recomeçar a contagem para continuar ou começar uma nova tarefa. Assim, cria-se uma noção de quantos “pomodoros” são necessários para completar uma tarefa.

E por que se chama “pomodoro”?

Pomodoro em italiano significa tomate e o cronômetro muito utilizado na cozinha, normalmente, tem esse formato, mas, hoje em dia, encontramos em opções variadas. O meu mesmo tem formato de galinha:

Crédito da imagem: acervo pessoal

Você pode utilizar inclusive um cronômetro digital, que também é facilmente encontrado em lojas de utilidades domésticas.

Crédito da imagem: acervo pessoal

1A) Adaptação do método pomodoro

Com o problema crônico de interrupção constante com as novas tecnologias, senti a necessidade de fazer uma adaptação desse famoso método, antes mesmo de ser capaz de aplicar o clássico. Meu método consiste no seguinte:

  • Escolha uma tarefa que deve fazer: por exemplo, leitura de um texto.
Crédito da imagem: Christina Morello
  • Coloque o celular no modo “não perturbe” ou “foco” (dependendo do modelo que você utilizar). Se não souber fazer isso, simplesmente coloque o som de todas as notificações para o mudo. Inclusive, retire a opção de vibração.
Modo “Não perturbe” (No Android 10)
Modo “Foco” (No Android 10)

Programe o cronômetro* (de preferência digital para ser mais preciso) para 5 minutos.

*Embora os celulares de hoje possuam a função de cronômetro, recomendo fortemente utilizar um cronômetro simples pelo seguinte motivo: se você ficar olhando para o celular, vai ficar na tentação de querer olhar as mensagens e aí o método “cai por água abaixo”. Só utilize o cronômetro do celular, se você já se sente capaz de controlar a sua ansiedade de olhar as mensagens e notificações.

  • Comece a ler o texto e faça-o, sem interrupção, por 5 minutos. É importante que nesse período você não interrompa nem mesmo para ir ao banheiro. Se a interrupção for inevitável, comece novamente a contagem.
Crédito da imagem: Ariel Castillo
  • Assim que conseguir completar os 5 minutos, veja se tem alguma necessidade urgente para resolver antes de continuar a sua leitura (precisa ser algo breve como mudar o local, sentar-se confortavelmente, tirar ou colocar uma blusa porque está frio, algo que possa ser resolvido em até 2 minutos). Caso não tenha, programe mais 5 minutos e continue a atividade.
Crédito da imagem: David Bortnik
  • Quando você conseguir fazer 3 ciclos de 5 minutos, dê 5 minutos de descanso. Neste momento, você pode olhar o celular para ver se não chegou alguma notificação.
Crédito da imagem: Tamba Budiarsana
  • Depois do descanso, é hora de avaliar se consegue fazer esta atividade por 10 minutos ininterruptos. E repetir 3 ciclos para ganhar um descanso de tempo igual: 10 minutos.
  • E assim sucessivamente. A cada novo ciclo completado, tente aumentar 5 minutos do seu tempo de foco na atividade, até chegar no clássico método pomodoro de 25 minutos.

Se você continuar fazendo esses passos, exatamente da forma como descrevi anteriormente, haverá um momento que não sentirá mais necessidade de medir o seu tempo de foco e conseguirá naturalmente concentrar-se no que está fazendo.

Porém, a todo momento que você tiver dificuldade para concentrar em alguma tarefa, é importante recomeçar o método desde o início, para conseguir engajar em qualquer tipo de atividade, porque tudo é questão de hábito. Recomendo que você leia um livro muito interessante que fala sobre esse assunto:

Título: O poder do hábito – porque fazemos o que fazemos na vida e nos negócios
Autor: Charles Duhigg
Tradutor: Rafael Mantovani
Editora: Objetiva
Crédito da imagem: amazon.com.br

Também tem este livro aqui, para quem quer aprimorar a produtividade:

Título: Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes
Autor: Stephen R. Convey
Editora: Best Seller
Crédito da imagem: amazon.com.br

Uma coisa muito importante: independente do tempo de foco que você conseguir executar uma tarefa de forma ininterrupta, tente sempre colocar um intervalo em suas atividades. Isso significa que o descanso é primordial para manter a qualidade da atividade que está executando. Ou seja, estudar ou trabalhar sem descanso é contraprodutivo.

Crédito da imagem: Andrea Piacquadio

E antes que eu me esqueça: como resolvi o problema de ansiedade para escolher 20 ingredientes para montar o meu prato? Simples! Eu só escolho prato do menu ou o self-service, que tem muito menos pressão do que escolher os ingredientes! 

Conte aqui nos comentários o que você já tentou para ter ou manter o foco em alguma atividade. E onde você tem mais dificuldade para se concentrar: nos estudos ou no trabalho?

E veja também o nosso vídeo sobre este assunto:

Não responda perguntas – ajude a elaborar dúvidas

Publicado em 17/04/2020 por Luzia Kikuchi

Calma! Não significa que você deve recusar-se a responder perguntas objetivas como o seu nome, a sua idade e onde te encontrar para tirar dúvidas.

Quando eu digo para não responder as perguntas que te fazem, quero dizer que, em vez de dar apenas uma resposta objetiva, faça uma “contrapergunta” ou uma pergunta retórica.

O que é uma pergunta retórica?

É quando faço uma interrogação com o objetivo de criar uma reflexão para o seu interlocutor. 

Nesse caso, quem faz a pergunta retórica sabe a resposta do questionamento, mas devolve ao seu destinatário uma nova questão, relacionada ao assunto, para ajudá-lo a construir a sua resposta, a partir do seu próprio conhecimento prévio.

Como funciona isso?

Por exemplo, já ouviu falar de um jogo de lógica chamado teste de Einstein? (também conhecido como enigma de Einstein, Einstein’s Riddle ou Zebra Puzzle – em inglês). Esse jogo, supostamente, desenvolvido pelo cientista Albert Einstein – embora não se tenha certeza desse fato – é considerado como um dos testes mais desafiadores de raciocínio lógico. Se você quiser saber mais detalhes do jogo, as informações estão no final deste texto.

Para quem conhece o jogo, sabe que algumas dicas levam a uma informação objetiva sobre cada uma das pessoas, mas nem sempre elas são diretas. É preciso relacionar uma informação com a outra para, depois de alguns passos, chegar nessa informação. 

Assim, o processo de encadear uma informação com a outra, conectando algum conhecimento prévio do indivíduo com a pergunta que se quer fazer, permite que ele possa elaborar mais dúvidas e, assim, formular perguntas mais críticas sobre um determinado assunto. Por isso, se você simplesmente responde uma pergunta de forma objetiva, está limitando a pessoa que questiona a pensar do mesmo ponto de vista que o seu ou ela pode simplesmente esquecer a sua resposta (já que não houve a conexão com o conhecimento prévio dela).

E onde eu deveria aplicar esse tipo de conduta?

Posso falar com certa propriedade sobre o ponto de vista da sala de aula, já que esse é o meio que conheço e tenho experiência, mas pode ser até na criação dos filhos. 

No contexto da sala de aula, em vez de simplesmente responder de forma objetiva as perguntas dos meus alunos, eu devolvia perguntas semelhantes a estas:

E qual o seu ponto de vista sobre o assunto?

Quais hipóteses você tem para chegar a uma tese*?

Consulte o material x e me traga suas conclusões.

Veja o que já se sabe sobre o assunto e me traga suas dúvidas.

*Futuramente, posso escrever um post para explicar como funciona uma hipótese e uma tese na forma científica.

Já no ponto de vista da criação dos filhos, não posso afirmar com segurança se isso é factível, já que ainda não tenho minha experiência pessoal. Porém, há uma entrevista muito interessante com o divulgador da ciência estadunidense Neil deGrasse Tyson comentando sobre o momento em que seus filhos questionaram se a “fada do dente” existia ou não (em inglês). Como não existe tradução para o vídeo, vou explicar resumidamente o que ele responde ao entrevistador.

Tyson responde que, em vez de simplesmente dizer que “não existe” ou até mesmo optar por sustentar essa fantasia das crianças, pediu para que elas elaborassem algumas hipóteses e chegassem às próprias conclusões.

Para isso, as crianças montaram armadilhas como colocar uma folha de alumínio perto da cama para que, quando a fada do dente chegasse à noite, fizesse barulho e eles pudessem acordar a tempo de vê-la pessoalmente. Se tal tentativa desse errado, teriam que pensar na possibilidade de vir voando pela janela e então deveriam colocar redes de proteção para que ela pudesse ficar presa na tentativa de entrar no quarto, entre outras. 

Dessa forma, Tyson responde que você está ensinando lições valiosas de como verificar a veracidade de alguma informação, como se faz na ciência e não simplesmente criar fantasias que as crianças acreditem de forma cega. O que pessoalmente concordo em ser uma forma interessante de criar jovens questionadores e criativos.

Conte aqui nos comentários se você prefere apenas obter respostas diretas ou se você já foi desafiado por alguém a ter que pensar sobre a sua pergunta. (Lembre-se que o Google responde quase tudo… QUASE tudo)

Veja também o vídeo deste conteúdo no nosso canal!

A tempo:

Em relação à retórica, não é minha intenção explicar pelo conceito da Filosofia, que vai muito além do exemplo que dei anteriormente. Meu objetivo é usar apenas a pergunta retórica como uma parte da técnica didática para incentivar uma pessoa a pesquisar sobre um determinado assunto em questão e permitir condições próprias de raciocinar e argumentar, capacitando-a entrar, por exemplo, numa dialética. Do ponto de vista didático, a dialética só é produtiva quando há um conhecimento prévio razoável sobre o assunto entre os envolvidos.

Anexo:

Explicação do Teste de Einstein:

Basicamente, ele possui as seguintes regras:

  1. Há cinco casas de cores diferentes;
  2. Em cada casa mora uma pessoa de uma nacionalidade;
  3. Cada proprietário bebe um único tipo de bebida, fuma um único tipo de cigarro e tem um único tipo de animal de estimação.

Com tais regras em mãos, o jogador deve preencher uma tabela semelhante a esta, de acordo com as dicas que são fornecidas para completá-la:

1ª casa2ª casa3ª casa4ª casa5ª casa
Cor     
Nacionalidade     
Bebida     
Cigarro     
Animal     

Dicas:

  1. Norueguês vive na primeira casa.
  2. Inglês vive na casa Vermelha.
  3. Sueco tem Cachorros como animais de estimação.
  4. Dinamarquês bebe Chá.
  5. A casa Verde fica do lado esquerdo da casa Branca.
  6. Homem que vive na casa Verde bebe Café.
  7. Homem que fuma Pall Mall cria Pássaros.
  8. Homem que vive na casa Amarela fuma Dunhill.
  9. Homem que vive na casa do meio bebe Leite.
  10. Homem que fuma Blends vive ao lado do que tem Gatos.
  11. Homem que cria Cavalos vive ao lado do que fuma Dunhill.
  12. Homem que fuma BlueMaster bebe Cerveja.
  13. Alemão fuma Prince.
  14. Norueguês vive ao lado da casa Azul.
  15. Homem que fuma Blends é vizinho do que bebe Água.

Para começar a resolver este teste, precisamos de uma dica que será o ponto de partida (conhecimento prévio). Dentre as 15 dicas, há duas informações que podemos começar como ponto de partida:

1. Norueguês vive na primeira casa.

14. Norueguês vive ao lado da casa Azul.

A partir dessas duas informações prévias, quais conclusões tenho a respeito do Norueguês?

  • Norueguês não vive na casa Vermelha, Azul e nem na Verde (Devido a dica 2, 14 e 5, respectivamente)
  • Norueguês não cria Cachorros (Devido a dica 3)
  • Norueguês não bebe Chá, Leite e nem Café (Devido a dica 4, 9 e 6 respectivamente)
  • Norueguês não fuma Prince (Devido a dica 13)

Por essas conclusões, chego a novas hipóteses que só podem ser confirmadas a partir de novas dicas:

16. Norueguês deve viver na casa Amarela ou Branca;

17. Norueguês bebe Água ou Cerveja;

Para saber qual a cor da casa do Norueguês, basta olhar para a dica 5. Assim, concluo que a cor dela é Amarela.

A partir desta conclusão, tento descobrir onde está a Casa Verde (Na 3ª ou 4ª casa) e, para isso, parto das seguintes dicas:

5. A casa Verde fica do lado esquerdo da casa Branca.

9. O homem que vive na casa do meio bebe Leite.

6. O homem que vive na casa Verde bebe Café.

Assim, podemos concluir que a casa Verde está na 4ª posição e a casa Branca na 5ª e, consequentemente, a 3ª casa é a Vermelha.

Para não me prolongar, sugiro que você continue por conta própria seguindo essas dicas para concluir o teste.

Se você quiser jogar este teste online, clique aqui. Também deixo uma versão off-line (em PDF) para que você possa imprimir e jogar mesmo sem computador.

Como aprender ensinando?

Publicado em 10/04/2020 por Luzia Kikuchi

Uma das formas de saber se você realmente aprendeu um conteúdo é explicando para uma outra pessoa. Sabia disso?

Existem várias teorias da aprendizagem que pesquisam sobre as formas que os estudantes aprendem um determinado assunto. Uma delas chama-se Aprendizagem Significativa, elaborada pelo psicólogo estadunidense David Ausubel (1918-2008).

Ele chama de aprendizagem significativa quando um estudante opta por fazer uma correlação de um conhecimento novo com um anterior. Em termos populares, poderíamos dizer que é quando “não se esquece mais o que aprende”, pois você sabe explicar o “porque” daquele conhecimento. 

“Ah, mas eu decorei a tabuada lá no passado e nunca mais esqueci”

Sim, você pode também aprender por memorização, que é conhecida como aprendizagem mecânica. Mas, e se alguém te perguntar a lógica por trás da tabuada, você seria capaz de explicá-la? Ou mais, é possível fazer cálculos de multiplicação sem decorar a tabuada? (Não vale usar a calculadora!)

Muitas vezes, é possível resolver coisas do dia a dia apenas com a aprendizagem mecânica, até mesmo ter bons resultados em avaliações. Porém, se você ficar sem praticar esse conhecimento por um tempo, será que é capaz de lembrar de tudo? Será que é capaz de explicar esse conhecimento de modos diferentes?

É aí que está o “pulo do gato”!

A aprendizagem mecânica não é duradoura, porém essencial como ponto de partida. Ou seja, se você aprende um conteúdo somente decorando, sem criar um novo significado para um conhecimento anterior, você pode até ser bem-sucedido em algumas tarefas específicas, mas, provavelmente, a qualidade de sua aprendizagem pode não ser suficiente para dizer que domina o assunto. 

E o que isso tem a ver com o título deste post?

Tudo a ver! Pois, ao ensinar, você é retirado da sua zona de conforto. Ou seja, precisa colocar-se no lugar da outra pessoa para tentar explicar um determinado conteúdo, de acordo com os conhecimentos que ela possui. E é nessa hora que você acaba se fazendo perguntas que nunca fez quando estava na posição somente de aprendiz. E, dessa forma, você está elaborando mais significados para a sua aprendizagem.

Além disso, para ocorrer a aprendizagem significativa são necessários três requisitos:

  1. Ter um conhecimento prévio que seja um ponto de partida para conectar-se com a nova informação;
  2. O conhecimento novo precisa ter uma quantidade significativa de fatos e registros que permitam criar novos significados para quem aprende;
  3. O aprendiz precisa optar por aprender de forma significativa.

Infelizmente, muitos estudantes (salvo raras exceções) estão acostumados a aprender de uma forma passiva, sem muitos questionamentos. Dessa forma, seu aprendizado pode se limitar a uma aprendizagem mecânica ou “decoreba”.

Quando você ensina a outra pessoa, está na posição ativa de passar um conhecimento a outra. E, assim, fará mais pesquisas de diferentes fontes sobre o mesmo assunto. (Ou seja, está optando em encontrar outras formas de explicar o conteúdo).

Aconteceu comigo quando comecei a dar aula de inglês aos 16 anos. Enquanto eu era aluna, dificilmente pensava em formas diferentes para explicar aquele conteúdo ensinado pelos professores. Porém, a partir do momento que eu passei a ser quem ensinava, aprendi a pensar em formas diferentes de explicar um mesmo conteúdo e, consequentemente, aprender melhor. 

Por eu tentar me colocar no lugar do aprendiz, conseguia antecipar quais tipos de dúvida poderiam surgir ao abordar aquele conteúdo. E isso acabou virando uma rotina. Desde então, dificilmente consigo aprender algo sem atribuir um significado.

Por isso, sempre que possível, tente ensinar algum conteúdo a alguém. Não precisa ser necessariamente uma aula. Tente explicar, de uma forma diferente, algo que aprendeu recentemente para seus colegas, para seus parentes e veja se notou diferença na maneira como você tenta aprender as coisas.

Conte aqui nos comentários o que você aprendeu ensinando e quais outras formas eficazes de aprendizagem que já testou e que funcionaram.

Esta é apenas uma breve explicação para a Teoria da Aprendizagem Significativa, se você quiser se aprofundar sobre o assunto, recomendo acessar o site do Prof. Dr. Marco Antonio Moreira – professor emérito da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) – que foi o responsável por disseminar a teoria no Brasil.

Neste site, você pode encontrar diversos artigos sobre a Aprendizagem Significativa (e também de outras teorias de aprendizagem) que pode ser acessado gratuitamente.

Site do Prof. Moreira: http://moreira.if.ufrgs.br

E para você, pós-graduando, que está procurando uma revista especializada em Aprendizagem Significativa, também pode acessar o site da ASR (Aprendizagem Significativa em Revista) para encontrar pesquisas diversas e atuais sobre o tema.

Veja também o vídeo deste conteúdo no nosso canal!